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A GUERRA DO PARAGUAI E SEUS REFLEXOS NA ECONOMIA DOS PAÍSES-MENBROS DO MERCOSUL

Resumo.

A guerra do Paraguai é uma das mais importantes da história da América, pois pensando nesse contexto será desenvolvido este trabalho, que colocara os pontos principais de um conflito entre três países que causou até hoje enorme conseqüências para o Paraguai.. Com ênfase nos fatos relevantes para que com a criação do Mercosul, o Paraguai se torna um dos países mais pobres do bloco regional do mercado comum do sul. Fazendo uma síntese de todo conteúdo e finalizando com a conclusão sobre tudo o que foi desenvolvido no decorrer deste, e colocar um ponto de vista, de forma geral para tem sempre em mente a importância do trabalho..         

 

Palavras-Chave: A origem; Os genocídios; As conseqüências.  

1  INTRODUÇÃO

Com o desenvolver deste trabalho será possível ter um conhecimento melhor de uma das mais terrível guerra já travada em toda a América Latina. Tendo sempre em vista, compreender o Paraguai de hoje a partir do Paraguai de ontem.   

A guerra do Paraguai ocorreu entre os anos 1864 e 1870 e envolveu diretamente o Brasil, Uruguai e Argentina ( Tríplice Aliança) e indiretamente a Inglaterra. Portanto, podemos atribuir à guerra motivos internos e motivos externos.

Os motivos internos podemos citar A Bacia do Rio Prata era uma região disputada pelos governos, sobretudo brasileiros e argentinos, porém passou também a ser disputada pelos paraguaios. O rio, além de ser de boa navegação, permite o intercâmbio econômico entre esses países, fortalecendo suas economias.

Outro fato que acirrou a guerra foi a pilhagem promovida por proprietários rurais uruguaios em fazendas e estâncias na fronteira gaúcha, situação que levou o Brasil a invadir o Uruguai em 1851 para derrubar o governo de Manuel Oribe e, em 1852,invadir o território argentino para destituir o ditador Manuel Rosas. Em 1864, o governo brasileiro volta a invadir o Uruguai, nesse momento comandado por Atanásio Aguirre.

O comandante do governo paraguaio, Francisco Solano lópez, passou a apoiar Aguirre e a reivindicar os mesmos direitos dos países vizinhos na Bacia do Rio Prata, Fato que descontentou o governo brasileiro, que queria a hegemonia da região. O conflito se acirra quando Solano López, em1864, manda apreender o navio brasileiro Marquês de Olinda, que transitava pelo rio Paraguai. Em dezembro do mesmo ano, declara guerra ao Brasil e invade a província do Mato Grosso.

Solano Lopes desejava expandir o território paraguaio, afinal vivia um momento de prosperidade econômica, o que exigia a expansão de seu mercado consumidor. Essa expansão implicava a invasão de terras do Uruguai, Argentina e Brasil, daí o porquê Tríplice Aliança. Em outras palavras, a confortável situação econômica paraguaia foi também a razão da sua desgraça.

2 A ORIGEM

A maior das guerras que a América Latina conheceu no século XIX foi a Guerra do Paraguai (1864-1870). E uma das mais vergonhosas.

Hoje em dia, quando alguém fala do Paraguai, geralmente lembra do quê? Provavelmente do contrabando, da miséria do atraso. E só. Esse é o estereótipo. Enxergamos os paraguaios com o preconceito parecido com que os EUA nos encaram.

Se um viajante estrangeiro percorresse a América do sul no século XIX, perceberia que todos os países eram muito parecidos. A economia, agrária, dominada pelo latifúndio exportador, mercados nacionais inundados pela Inglaterra, governo nas mãos de uma elite fazendeiros egoístas e corruptos. Toda a América Latina...? não! Existia uma única e honrosa exceção. Isso mesmo, era o Paraguai.

O Paraguai era um país em diferente dos seus irmãos vizinhos. Lá não havia aquele domínio absoluto do latifúndio. Durante o governo de Francia, foi realizado (1823) o primeiro esboço de reforma agrária da América do Sul. Muitas famílias camponesas foram autorizadas a utilizar as terras do Estado, pagando aluguel. As técnicas agrícolas eram primitivas, mas o acesso camponês à terra diminuiu a quantidade de pobres no país.

Governo desde 1862 por Francisco Solano López, o Paraguai conheceu um grande apoio do Estado à educação. Quase todas as crianças iam à escola e o Estado pagava os melhores alunos para estudar nas universidades européias. Voltavam de lá engenheiros, químicos, geólogos, agrônomos, físicos, geógrafos e professores. Engenheiros e professores estrangeiros foram pagos a peso de ouro para trabalhar e ensinar em Assunção.      

Havia uma grande virtude no Paraguai, que acabou sendo também sua desgraça; era o único país da América Latina que não estava completamente penetrado pelo capital inglês. Vinha daí uma parte de sua força econômica. Tarifas alfandegárias altas protegiam o país da concorrência externa, com isso, estavam dando os primeiros passos para a industrialização. Isso mesmo, o Paraguai começou a desenvolver suas próprias fábricas, metalúrgicas, fundições e ferrovias.

Os vizinhos do Paraguai, Brasil e Argentina não olhavam com bons olhos aquele país abusado que ousava representar um papel que não lhe tinha sido oferecido.

É claro que o Paraguai não era nenhum paraíso na terra. Solano López fortalecia a economia do seu país mas também armou um exército poderoso e encomendou um moderno navio encouraçado –repare só- nos estaleiros ingleses. Sonhava com um grande país, com território tão grande que talvez alcançasse o mar. Suas ambições se chocariam com as ambições argentinas e brasileiras. Bote uma pitada de interesses britânicos na área e teremos então a guerra.

    O Brasil e o Paraguai não tinham ainda demarcado suas fronteiras comuns. Que fez Solano López? Resolveu se aproveitar da rivalidade entre Brasil e Argentina para ver se ganhava um espaçozinho de importância. Aproximou-se dos blancos uruguaios e dos federalistas argentinos. Assim, não ficava nem do lado do governo argentino nem do brasileiro.

O que López não poderia prever é que desde 1862 os unitaristas consolidaram seu mando sobre a nação argentina. O domínio de Buenos Aires era cada vez mais sólido sobre as demais províncias. Quem liderava esse processo centralizador foi o presidente Bartolomeu Mitre, que também tinha posições liberais; defendia a livre navegação na bacia do Prata, aproximou-se dos colorados uruguaios e do governo do Brasil. O fato de, naquele mesmo ano de 1862, os liberais assumirem o controle do parlamento imperial foi um fator de aproximação entre os governos de Buenos Aires e do Rio de Janeiro. Em realidade, Mitre propunha uma idéia avançada: em vez de se rivalizarem, Brasil e Argentina passariam a dividir a hegemonia (supremacia) sobre a região.

Qual era a idéia de Solano López? Ele sabia que a coisa iria esquentar na região. Por isso, agiu com rapidez. Em 1864, ocupou o Mato Grosso com milhares de soldados. O Brasil foi apanhado de surpresa e pouco pôde fazer para se defender a região distante da capital. López imaginava o seguinte: “O Uruguai vai resistir e assim o Brasil não terá uma base de operações para me atacar pelo sul. Na Argentina, Mitre não vai se aliar ao Brasil com medo da revolta de Urquiza, de Corrientes e Entreríos, com quem montei aliança. Resultado: a guerra com o Brasil não iria muito longe e D. Pedro II terá de negociar as fronteiras comigo numa situação de inferioridade. O Paraguai sairá com uma com uma potência reconhecida pela região platina.”

López estava errado. Primeiro, porque o Brasil rapidamente avançou sobre o Uruguai botando seu aliado Flores no poder. Segundo, porque na Argentina, o presidente Mitre aliou-se aos brasileiros. Os dois países eram governados por liberais e entendiam que poderiam dividir a liderança na região. Terceiro, porque os federalistas argentinos, liderados por Urquiza, resolveram não apoiar o Paraguai. López foi ficando isolado.

Diante disso, López resolveu jogar todas as cartas numa decisão arriscada. Atacou a Argentina e o Rio Grande do Sul. Não queria um destino igual ao do Uruguai, um País pequeno chutado de um lado para o outro por brasileiros e argentinos. Então, partiu para o ataque, para se defender.

A reação foi imediata. Em 1865 foi constituída a Tríplice Aliança, que reunia as forças militares do Brasil, da Argentina e do Uruguai. No início, as cláusulas eram secretas, mas incluíam pontos como a tomada de extensos territórios do Paraguai. Como disse o jornal argentino La América em 1866, “O tratado é secreto, só a vergonha é pública!”        tinha posiçtamo presidente Barbalizador foi o presidente Barbolomeu ara ver se ganhava uma espaçozinho de import

   3 OS GENOCÍDIOS

Foi uma guerra difícil. Os soldados paraguaios estavam muito bem treinados e armados. Para as forças aliadas, foi um verdadeiro inferno de fogo, sangue e mortes. A resistência guarani era terrível, a cada vitória muito caro.

Foi a Marinha brasileira, muito mais bem equipada e treinada, que impediu que os paraguaios avançassem além de Corrientes. O almirante Barroso, na batalha do Riachuelo, garantiu a superioridade verde-amarela. Depois, foi a vez do Almirante Tamandaré assumir o comando das operações navais pelos rios Paraná e Paraguai.

O Brasil tinha bons militares, como o general Osório. Mas o grande general foi Luís Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias. Ele reorganizou o Exército, deu-lhe disciplina, combateu a corrupção, conseguiu armas e equipamentos e traçou inteligentes estratégias. Depois que Mitre voltou para Buenos Aires, Caxias assumiu o comando de quase todas as forças da Tríplice Aliança e começou a liderar vitória: Humaitá, Itororó, Avaí, Lomas Valentinas...

Na guerra, ninguém é santo. Os brasileiros vingavam-se brutalmente das derrotas sofridas no começo. Quase não se faziam prisioneiros: os Paraguaios que se rendiam eram imediatamente degolados. Poços de água foram envenenados, um verdadeiro crime de guerra. Os brasileiros incendiavam aldeias, demoliam escolas, fuzilavam em massa.

Atualmente, o movimento negro não gosta muito de Caxias. Acusa-o de ter enviado os soldados pretos para as piores missões, servindo de “bucha de canhão” na guerra. Dizem que era racista e que pouco se importava com a morte dos batalhões negros enviados em missões suicidas. Os defensores de Caxias alegam que ele sempre se preocupou com o destino de seus homens.

O fato é que em 1869 as tropas da Aliança eram vitoriosas em Assunção, capital paraguaia. Solano López tinha fugido com os poucos soldados que restavam. O velho Caxias mandou então uma carta para o imperador D. Pedro II dizendo que não tinha caimento permanecer naquela guerra. O Paraguai já estava derrotado. Continuar as batalhas seria cometer um massacre: “É preciso acabar com esta guerra maldita na qual o inimigo já está vencido e não faz sentido humilhá-lo”, disse Caxias. Previa o pior e caiu fora. Mas a guerra continuou. Agora, o comando das tropas brasileiras(no final, quase não havia mais argentinos) estava nas mãos do detestado Conde D´ Eu. A selvageria não teria limites.

Este francês metido a esperto era o marido da princesa Isabel. Não precisava entender nada de batalhas: tinha a assessoria dos generais Polidoro e Osório. Todo mundo sabia do desprezo que ele tinha pelos brasileiros. Você pode imaginar então as atrocidades que organizou contra os soldados paraguaios.

Parte da imprensa brasileira da época chamava López de ditador. Como se os países inimigos dele fossem democráticos! O fato é que o povo paraguaio lutou com todas as suas forças. O nosso lado, que não foi legal, pois os exércitos aliados, comandados pelo Conde D´ Eu, fizeram o diabo. Foi a fase mais selvagem da guerra. As tropas brasileiras torturaram prisioneiros e violentaram mocinhas. Vilas inteiras foram executadas. Doentes eram perfurados a baioneta no leito dos hospitais. Meninas paraguaias de 12 a 14 anos eram presas e enviadas como prostitutas aos bordéis do Rio de Janeiro. Sua virgindade era comprada a ouro pelos barões do império! O próprio Conde D´ Eu tinha ligações com o meretrício do Rio. Gigolô imperial.

Ao chegar em Assunção, os Exércitos aliados tinham quebrado as fábricas e jogaram as máquinas nos rios. Eis o crime do país: quis ter uma economia independente dos interesses poderosos. Pagou caro pela ousadia.

López foi perseguido até os confins do Paraguai. Não teve direito à clemência que os chefes de Estado costumam receber: foi morto com golpes de lança e um tiro nas costas. Suas últimas palavras foram: “Muero por mi patria (Moro por minha pátria).”

4  AS CONSEQÜÊNCIAS

Não foi uma guerra. Foi um genocídio. Mais da metade dos homens adultos do Paraguai foram mortos na guerra. Não se faziam prisioneiros: a ordem era matar todos os paraguaios, sem dó nem piedade. Uma quantidade enorme de mulheres perderam a vida no conflito. Mas como, se elas não participaram do teatro de operações bélicas? Você pode imaginar então: os soldados brasileiros e argentinos entrando na cidade, agarrando as mulheres jovens, estuprando seguidas vezes, espancando, se divertido com a dor delas, e, no fim, dando um tiro de misericórdia.

O Paraguai foi arrasado. Cerca de 40% de seu território foi engolido pela Argentina e pelo Brasil que, diga-se de passagem, não devolveram nada até hoje. Suas terras ficaram com algumas poucas famílias de latifúndios. A economia estava totalmente quebrada. Os paraguaios tiveram de pagar uma enorme dívida de guerra, que só foi perdoada pelo Brasil no tempo de Getúlio (1942), quando houve empenho de reaproximar os dois países. Não e exagero dizer que até hoje a situação difícil do Paraguai tem muito a ver com as desgraças daquela “guerra maldita”, como dizia Caxias.

Os planos do presidente Bartolomeu Mitre de viver em harmonia com o Brasil, dividindo a hegemonia com a região, não foram levados adiante. Seu sucessor, Sarmiento, tratou de disputar a liderança com o Brasil. Mas a astuta diplomacia brasileira (Visconde do Rio Branco e depois o Barão de Cotegipe) impediu que os argentinos abocanhassem toda a região do chaco paraguaio. A coisa andou esquentando entre os dois, mas nunca houve guerra.

Morreram cerca de 50 mil brasileiros. A dívida em relação aos banqueiros ingleses aumentou muito, embora considerável parte dela tenha sido para financiamento de ferrovias ou simplesmente para negociar dívidas anteriores.

A conseqüência mais importante para o Brasil foi que o Exército deixou de ser aquele ineficiente do tempo da Regência. Tinha se reforçado muito. Agora ser oficial era uma carreira de prestígio para os jovens da classe média. Além disso, os militares voltaram com duas idéias revolucionárias na cabeça: o abolicionismo e o republicanismo. Eles iriam da escravidão e da monarquia.      

No período da guerra do Paraguai, ainda não se pensava na criação de um bloco econômico regional para o fortalecimento da América do sul, a guerra ocorreu no século XIX mais precisamente entre 1864-1870, portanto, o Mercosul só foi se consolidar já no século XX em 1991 com o tratado de Assunção. Mas a guerra fez até hoje o Paraguai um dos países mais pobre do Mercosul.        . e, no fim, dando um tiro de misericordia trando na cidade, agarrando as mulheres jovens, estrupadosas.l de aproximaç  

5 CONCLUSÃO

Com grande prosperidade econômica pela frente, o Paraguai era visto por outros países e principalmente pela a Inglaterra, como uma nação que poderia se industrializar mais rápido do que eles imaginavam. Além de tudo não tinha laços econômicos com nenhum de seus vizinhos.

No entanto, para conseguir a sua expansão econômica precisava de um melhor território nacional, foi nessa idéia e nos interesses ingleses, que o Paraguai se perdeu diante de uma tríplice aliança formado por: Brasil, Argentina e Uruguai apoiados pela Inglaterra. Hoje sabe-se que os cujos quatros países que travaram a triste guerra do Paraguai, formam o bloco regional Mercosul, onde os dois principais países são: o Brasil e a Argentina.

Dessa guerra histórica para a América do Sul, só ficou as lembranças dos locais aonde foram culminadas as batalhas, por exemplo, nas principais ruas e avenidas de Belém como: Almirante Tamandaré, Almirante Barroso, Humaitá, Lomas, Chaco e nomes como o do Duque de Caxias.     

 

6  REFERÊNCIAS

BARBEIRO, Heródoto. História da América. São Paulo: Moderna,1980.

História da América latina. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1986.

MATTOS, llmar Rohloff de, e GONÇALVES, Márcia de Almeida. O Império da boa Sociedade. A Consolidação do Estado Imperial Brasileiro. São Paulo: atual, 1991, pp.85-89. 

MARCOS, Luís. América atual. Rio de Janeiro: atual, 2004.

 
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