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A importancia do pedagogo
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A importancia do pedagogo

RESUMO: O presente trabalho tem o objetivo de investigar a respeito da prática do pedagogo, seu perfil profissional, suas inquietações, suas competências e identidade profissional no contexto escolar. Nos Cursos de Pedagogia sua identidade construída é de docente ou de especialista? Nas múltiplas funções que assume na escola e também na docência, sua formação é de fundamental importância. Parte destas questões será abordada no artigo através de uma pesquisa bibliográfica e discussão de alguns referenciais sobre a temática

PALAVRA-CHAVE: Pedagogo – formação - identidade.

INTRODUÇÃO

A importância da Pedagogia como conhecimento científico responsável pela preparação de Pedagogia para lidar com vidas humanas, desenvolve uma postura ética e política comprometida com a melhoria da qualidade de ensino, não apenas nos espaços escolares como também em instituições sociais, formais e não formais. Neste sentido busca maiores conhecimentos dentro de seus princípios educacionais, tendo como perspectiva desenvolver a capacidade de análise, considerando aspectos teóricos práticos da sala de aula e locais para aprendizagem.

Para Libâneo, o Curso de Pedagogia deve formar o pedagogo stricto-sensu, isto é, um profissional qualificado para atuar em vários campos educativos e atender demandas sócio-educativas de tipo formal e informal, decorrentes de novas realidades sociais. Deve exercer um trabalho específico de atuação pedagógica em um amplo leque de práticas educativas voltadas para o contexto específico da instituição escolar, entendida esta como um centro irradiador de cultura. Quem deseja ser chamado de “educador”, não pode ignorar a importância dos processos educativos extra-escolares, especialmente os comunicacionais, nos quais a Pedagogia esta empenhada (LIBÂNEO, 1999, 30-30).

Tendo em vista o próprio movimento político educacional do país, os avanços e retrocessos que acompanham a trajetória histórica do Pedagogo no contexto escolar, buscam-se caminhos e respostas junto a especialistas da área quanto a sua identidade e atuação. Inicialmente criticado por sua função fragmentada no interior da escola, passou-se a discutir a validade ou possível extinção de sua função até se chegar, atualmente, à preocupação com sua formação e atuação; é a respeito desta trajetória que se realiza este estudo.

Sabe-se que a sociedade atual demanda um profissional comprometido com os problemas da educação, crítico, com domínio de conteúdo científico, pedagógico e técnico, com compromisso ético, político e histórico e com responsabilidade social para com a educação. Apesar destas questões e de várias outras já terem sido objeto de estudo, a sua importância justifica-se na necessidade de um processo de reflexão sobre a ação do Pedagogo, e ainda, sua atuação como indivíduo inserido no coletivo, no político e no social.

Em se tratando da busca da identidade do Pedagogo, questiona-se se ele é um professor, um educador ou um cientista. Que característica o distingue? Em que circunstância ele se apresenta? No ensejo de uma reflexão acerca do papel do Professor pedagogo, busca-se a definição para sua identidade e função, de forma a valorizar seu trabalho no contexto escolar e perante a sociedade.

DESENVOLVIMENTO

Objetiva-se com este artigo facilitar a compreensão do papel do pedagogo em ambientes formais e não formais de aprendizagem. Atualmente, este profissional pretende firmar-se como elemento mediador e articulador de uma práxis pedagógica voltado para interdisciplinaridade e comprometido com a educação.

Esta pesquisa levou a uma reflexão sobre a real importância do Curso de Pedagogia e da formação do pedagogo. O Curso de Pedagogia foi instituído no Brasil em 1939, pelo decreto-lei 1190 (LIBÂNEO, 2002, p. 16). O presente trabalho conecta investigações sobre atribuições e tarefas: ora pedagogo, ora especialista, ora professor-pedagogo.

Com a promulgação da Constituição, em 1988, as instituições formadoras começaram a ter mais liberdade para propor um Curso de Pedagogia reformulado. O Curso de Pedagogia, que nos últimos anos formou os profissionais para a docência, a partir da Lei 9.394/96 tem debatido sua identidade, questionando entre a formação do licenciado ou do bacharel. Antonio Nóvoa, ao apresentar a identidade deste profissional oscila entre professor, cientista ou pedagogo. A resposta mais plausível é dizer-se: professor. Porém, se encontra alguém mais curioso que pergunta: “professor de quê?”, então a discussão recomeça (NÓVOA, 2006).

 Para Libâneo as práticas educativas em suas várias manifestações não se restringem a escola, evidenciando a pedagogização da sociedade.

[...] o pedagogo é o profissional que atua em várias instâncias da prática educativa, direta ou indiretamente ligadas à organização e aos processos de transmissão e assimilação ativa de saberes e modos de ação, tendo em vista objetivos de formação humana definidos em sua contextualização histórica ( LIBÂNEO, 2002 p. 68)

 

A ausência do pedagogo junto às instituições educativas deixa uma lacuna, pois, sem ele, quem irá coordenar os trabalhos pedagógicos? Sobre a identidade do pedagogo, Franco esclarece que:

[...] o pedagogo será aquele profissional capaz de mediar teoria pedagógica e práxis educativa e deverá estar comprometido com a construção de um projeto político voltado à emancipação dos sujeitos da práxis na busca de novas e significativas relações sociais desejadas pelos sujeitos (FRANCO, 2003, p.110)

 

Selma Garrido Pimenta salienta que a escola é uma organização complexa e exige profissionais, que a partir de suas especializações, contribuam para a democratização do saber. Nesta organização complexa não é suficiente apenas a presença dos professores, mas também do pedagogo. Os Pedagogos são profissionais necessários a escola, seja na organização ou na articulação do Projeto Político Pedagógico com a comunidade escolar (PIMENTA, 2002a, p.151).

Neste contexto, acentua-se a importância do pedagogo na escola resgatando sua especificidade, de orientador educacional e/ou supervisor pedagógico, não no sentido de fragmentação do trabalho, mas na definição de suas funções na prática cotidiana da escola.

Diante do exposto, pode-se afirmar que nenhuma escola consegue exercer o seu papel transformador assegurando o desenvolvimento e aprendizagem de seus alunos se não se tem um sistema de organização e práticas de gestão bem definidos, isto é, com uma boa estrutura organizacional, liderança e iniciativa dos dirigentes, adequadas distribuição de responsabilidade, diálogo, comunicação e formas transparentes de avaliação. Ressaltando neste papel transformador a presença do Pedagogo.

Todo este esforço deve ser um trabalho coletivo, democrático e com a participação ativa de todos os segmentos que compõem o universo escolar e educacional. Somente assim teremos uma escola que contemple as necessidades reais e as expectativas daqueles que nela convivem e para além dela.

Considerações Finais

Assim, a formação de professores, é hoje uma preocupação constante para aqueles que acreditam na necessidade de transformar o quadro educacional presente, pois da forma como ele se apresenta fica evidente que não condiz com as reais necessidades dos que procuram a escola com intuito de assimilar os saberes necessários para sua emancipação humana, para que, de posse deles, tenham condições de reivindicar seus direitos e sua cidadania ativa.

O professor é a peça fundamental nesse processo, devendo ser encarado como um elemento essencial. Quanto maior e mais rica for a sua história de vida profissional, maiores serão as possibilidades de desempenhar uma prática educacional significativa.

Educar não se limita em repassar informações ou mostrar apenas um caminho, aquele  em que o professor considera o mais correto, mas ajudar a pessoa a tomar consciência de si mesmo, do outro e da sociedade. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa possa escolher caminhos, aquele que for compatível com seus valores, sua visão de mundo e com as circunstâncias adversas que cada um irá encontrar.

O Pedagogo como articulador do Projeto Político Pedagógico deve ser formado em Cursos de Pedagogia que o prepare para as múltiplas dimensões das instituições educativas e de ambientes não formais de aprendizagens.

Atendendo a questões teóricas, metodológicas e de fundamentos legais, os Cursos de Pedagogia devem estar pautados por uma intencionalidade, uma política, uma epistemologia, e pela pesquisa calcada nos saberes pedagógicos.

Educar é acima de tudo a inter-relação entre os sentimentos, os afetos e a construção do conhecimento.

Ao concluir o presente artigo destaca-se que o pedagogo ainda não conquistou o seu espaço e a sua identidade, e novas lutas se fazem necessárias para que conquistas reais venham a efetivar-se, em favor da categoria como em favor de uma realidade social aceitável por todos.

A pesquisa revelou que a insistência em que o pedagogo é por excelência o professor significa esvaziar sua formação, visto que o professor sozinho não dá conta do mundo atual do fazer pedagógico e extra-escolar. O pedagogo é mediador, é o articulador da multifacetada realidade político-pedagógica e escolar, e, nas suas ações e atribuições, é chamado primariamente a trabalhar, em muitos setores do âmbito educacional, a reverter os fenômenos de exclusão, repetência e mesmo de desigualdade social.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

BRASIL. Lei 9.394/96. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Brasília. MEC, 1996.

 

FRANCO, Maria Amélia Santoro. Pedagogia como ciência da educação. Campinas: Papirus, 2003.

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e Pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 1999.

____. Pedagogia e pedagogos, para quê? 6. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

____________. Diretrizes curriculares da Pedagogia – Um adeus à pedagogia e aos pedagogos? In. SILVA, Aída Maria Monteiro (org.) [et.al.]. Recife: ENDIPE, p.213–241, 2006b.

____. Formação dos profissionais da educação: visão crítica e perspectivas de mudança. In: PIMENTA, S.G. Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2002. p. 11-57.

 

NÓVOA, António. As ciências da educação e os processos de mudança. In. PIMENTA, Selma Garrido (Coord). Pedagogia ciência da educação? 5ª ed. São Paulo: Cortez, p. 71-106, 2006.

PIMENTA, Selma Garrido. O pedagogo na escola pública. 4ª ed. São Paulo: Loyola, 2002a.

______ . (org). Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2002b.

VASCONCELOS, Celso dos Santos. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Libertad, 2002.

 

 
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