Warning: Creating default object from empty value in /home/textolivre/web/templates/js_elated/wright/doctypes/default.php on line 206

Warning: Creating default object from empty value in /home/textolivre/web/templates/js_elated/wright/doctypes/default.php on line 206

Warning: Creating default object from empty value in /home/textolivre/web/templates/js_elated/wright/doctypes/default.php on line 206
ESCOLA DE QUALIDADE SE FAZ ASSIM...
Ajude a manter o TextoLivre.

ESCOLA DE QUALIDADE SE FAZ ASSIM...

MACEDO, Maria de Lourdes L.

Muitos escritores discutem uma das questões eudcacionais mais polêmicas no Brasil hoje, a qualidade da educação pública. Onde se encontra o problema de tantos questionamentos? Na gestão da Escola? Na participação da família na escola? Na parte que cabe ao poder público? No currículo escolar? Na prática pedagógica? No interesse ou não do aluno? Na formação do profissional? Onde está à causa do problema? O que produz qualidade ou não, nas escolas públicas?
Uma escola de qualidade deve apresentar um alto índice de aprovação dos seus alunos e esses índices equiparam-se com as provas externas; possui um quadro de professores e demais profissionais qualificados e comprometidos; possui uma vasta biblioteca; seu espaço físico é limpo e agradável, possuindo ambiência pedagógica; os professores construíram e conhecem o Projeto Político da Escola e todo planejamento é efetuado com bases nas linhas gerais do mesmo. O quadro administrativo-pedagógico é atuante e presente. Bem, esta é a instituição educacional que todo pai espera encontrar ao buscar uma escola pública para garantir uma formação de qualidade aos seus filhos.
          No entanto, existem várias pedras neste caminho que muitas vezes impedem a existência de uma escola de qualidade. Veja o primeiro: Formação do professor. Se você leitor, na condição de profissional recebesse uma avaliação e esta indicasse que você não tem perfil para atuar como educador, o que faria? Mudaria de profissão, ou tomaria atitudes diferentes das que toma hoje para permanecer na profissão “escolhida” por você? Atuar na educação necessita de criticidade, constante formação, sendo esta uma via de mão dupla. Não basta dizer, o aluno não quer, a família não participa, o sistema não ajuda... Como educador, avalia-te. Como afirma Zabala(1998), sendo a educação uma prática social, é fundamental para o professor, na reflexão do seu fazer pedagógico, que tenha conhecimento de vínculos entre educação e economia, educação e poder, educação e ideologia, educação e política, educação e vivência.
Para tanto, necessita resgatar aspectos como compromisso político e formação docente adequada, por meio dos quatro elementos que compõem o processo pedagógico: professor, aluno, conhecimento e pedagogia. Contudo, deve desenvolver nos futuros profissionais as seguintes características: Consciência no que irão atuar; sólida fundamentação teórica; Consciente instrumentalização, intervindo e transformando a realidade.
Cabe ao profissional da educação assumir o ensino como mediação: aprendizagem ativa do aluno com orientação pedagógica do professor. Uma pesquisa realizada pelas professoras Maria de Lourdes Macedo e Rosemeire Suzuki, na cidade de Gurupi no estado do Tocantins em 2006, em três escolas públicas, revela o papel da Formação Continuada na melhoria da qualidade de ensino.
A escola A apontou que a formação de professores tem melhorado a visão e a postura de vários profissionais. A escola B por ser uma escola de nível secundário, não apresenta as mesmas dificuldades detectas nas demais, no entanto, a formação continuada possibilita discussão da prática pedagógica e isso é enriquecedor.
A escola C é que apresenta maiores dificuldades, pois os profissionais que lá atuam, não possuíam a graduação na área de atuação, mesmo assim, a formação continuada traz melhora, mas não cobrem as lacunas que existem por falta da graduação específica.
               O segundo item é o papel do diretor. A direção é um princípio e atributo da gestão, mediante a qual é canalizado o trabalho conjunto das pessoas, orientando-as no rumo dos objetivos. Tais tarefas remetidas à escola configuram a gestão escolar, onde assumem diferentes significados conforme a concepção que se tenha dos objetivos da educação em relação à sociedade e a formação dos alunos. Há duas concepções: Concepção tecnicista: a direção é centralizada numa pessoa, as decisões vêm de cima para baixo; Concepção democrático-participativa: o processo de tomada de decisão se dá de forma coletiva e participativamente.
Um gestor faz a diferença em uma escola, tanto para o bem quanto para o mal. Os gestores deveriam atuar como professores de professores e agentes dinâmicos de mudanças. A liderança educacional não é algo como um dom, é uma habilidade que se pode ser desenvolvida e exercitada a cada dia e por qualquer profissional da educação. Características de um gestor líder: está em contato permanente com os docentes; coloca as pessoas em primeiro plano; constrói um sonho e faz com que sua equipe acredite nele; transforma a escola em oficina de trabalho;é visto, todos os dias, por professores, alunos e pais.
Como conseguir a qualidade na educação? Destaca-se:
1º Formação constante dos profissionais, auto-formação e revisão nos cursos de nível superior;
2º Que o gestor seja e esteja gestor por capacidade profissional e não por imposição política, e que realize com qualidade os cinco itens listados neste documento.
3º Que as Secretarias de Educação e MEC coadunem com a visão gerencial democrática e profissional descrita pelos autores citados.
A Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Tocantins, com uma visão gerencial moderna, já vivencia a busca de uma educação de qualidade, uma vez que aposta no novo formato de gestão das Escolas da Rede Pública de Ensino para o ano 2008.
Hoje, temos no quadro de gestão das unidades de ensino do Estado do Tocantins, dois servidores que desenvolverão com maior qualidade o papel de gestores e também, uma equipe de suporte pedagógico. Ou seja, um gestor geral e um gestor adjunto, ressaltando que o papel de primordial importância do gestor geral é seu envolvimento na qualidade de ensino, no pedagógico. Já a tarefa do gestor adjunto é subsidiá-lo nas questões administrativas.
Ressalta-se que essa visão de qualidade se dá a partir do Programa Escola Comunitária de Gestão Compartilhada, onde a escola recebe os recursos de forma direta, planeja seus gastos com a Associação de Apoio e a comunidade escolar. É o trabalho democrático no fazer da escola, e que chegará à qualidade de ensino tão almejada.
 
 
 
 
 
Referências
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL – 05/out/1988
CUNHA, Maria Izabel. O Bom Professor e sua Prática. Campinas: Papirus, 1989.
GESTÃO EM REDE. Curitiba, Paraná. CONSED ISSN 1518-5168
LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola-Teoria e Prática.
Goiânia: Editora do Autor. 2000.
___________________, Adeus professor, Adeus professora?: Novas Exigências Educacionais e Profissão Docente. São Paulo: Cortez 1998.
MARTINS, J. P. Administração Escolar: uma abordagem crítica do processo administrativo em Educação. 2ª ed.. S.P.: Atlas, 1999.
PERRENOUD, Philippe. Construindo Competências. Revista Nova Escola.2000.
PROGESTÃO: como desenvolver a gestão dos servidores na escola?, módulo VIII Marques de Abreu, Esmeralda Moura; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado Brasília: CONSED, 2001
SILVA, Maria Abadia da. Brasília: Universidade de Brasília. Centro de Educação à Distância, 2005.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Para onde vai o Professor? Resgate
do Professor como Sujeito de Transformação. São Paulo: Libertad, 1996.
ZABALA, Antony. A prática educativa. Porto Alegre: ArtMed, 1998.
 
 
 
© 2011 Texto Livre - Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.

Compartilhe

 
Free Joomla Templates at JoomlaShack