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Quando "perder" a virgindade
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Quando "perder" a virgindade

 

Será que existe um período certo para “perder” a virgindade? Vamos conversar sobre isso?
 
A cena é engraçada. O professor de matemática resolve passar algumas informações sobre sexo durante a aula. Todo mundo se anima e alguns mais corajosos propõem algumas perguntas. Sem hesitar, o destemido professor responde a todos com naturalidade. Até aí, tudo bem. Ninguém esperava, contudo, que o aluno mais namorador da sala levantasse a mão e soltasse a seguinte pergunta: “professor, existe algum problema em ser virgem aos dezesseis anos?”. A sala toda caiu na gargalhada. Depois desse dia, esse meu amigo nunca mais foi o mesmo. Isso graças à resposta que o professor deu: “sim, depois dos dezesseis, você não vai mais conseguir ‘perder’ a virgindade...”.
 
A cena descrita acima retrata a dificuldade que o jovem encontra em conversar sobre o período propício para a sua primeira relação sexual. Quem já passou por isso aconselha os marinheiros de primeira viagem a lançar-se sem medo ao mar. Quem ainda não se aventurou por estas águas, diz que é preciso ir com calma. Em quem confiar? Como saber quando realmente estou preparado para iniciar a vida sexual?
A puberdade é o período que marca o desabrochar da sexualidade. É aí que a coisa começa a esquentar. E em todos os sentidos. Os desejos começam a aparecer de forma intensa e a vontade que dá é de deixar a coisa rolar. É preciso fazer uso do sinal vermelho nessa hora. Qualquer avanço no sinal pode trazer conseqüências.
 
Não existe uma época certa para iniciar a vida sexual. Segundo pesquisas os meninos iniciam por volta dos doze anos e as meninas lá pelos quatorze. É uma média e não deve ser entendida como padrão. Na verdade, só a pessoa é que pode dizer quando está ou não preparada para um envolvimento tão íntimo e transformador como a relação sexual.
 
A timidez, a formação baseada nos princípios antigos e o meio em que a pessoa vive podem influenciar numa má percepção do próprio corpo. Observa-se que a maioria dos adolescentes que entram na puberdade desconhece o funcionamento dos órgãos sexuais. As meninas, por exemplo, ficam assustadas com a menarca. Os garotos se queixam por acordarem com a cueca toda molhada. Sem entender o próprio corpo é impossível iniciar uma vida sexual de forma plena e saudável. É decepção na certa. Basta citar o caso de meninas que engravidaram ao caírem na conversa de que o coito interrompido, que é quando o menino retira o pênis da vagina antes da ejaculação, não engravida. Conversa pra boi dormir. Engravida sim. As chances são menores, é verdade. Mas não vale à pena ariscar: os espermatozóides já estão presentes nas secreções liberadas durante a excitação.
 
Os pais se dizem preocupados com os “namoricos” dos filhos e procuram controlar os contatos dos jovens namorados. É bem verdade que a sociedade valoriza, e muito, uma iniciação sexual precoce por parte dos meninos. Tem-se uma falsa idéia de que o menino precisa “perder” a virgindade muito mais cedo do que a menina. O desejo sexual está presente em ambos, por isso é falso dizer que o homem não agüenta esperar muito tempo para ter sua primeira relação sexual. O que se observa é um incentivo maior por parte do pai para que o filho inicie precocemente a vida sexual, com a desculpa que assim o garotão se tornará mais maduro, mais macho, mais responsável. Será? Não é o que se observa. Jovens despreparados que encaram uma vida sexual de forma desregrada enfrentam um constante dilema: nunca estão satisfeitos consigo mesmo. Vivem em busca de algo que os preencha por completo, uma vez que o sexo para eles não passa de algo mecânico, para satisfazer as necessidades e não para o crescimento como pessoa chamada à plenitude e ao amadurecimento. 
 
O ideal é que o jovem casal decida o que é melhor para ambos. A Igreja Católica nos incentiva a manter-se castro (sem atos sexuais) até o casamento, fazendo do namoro e do noivado uma oportunidade para o amadurecimento no amor. É uma atitude louvável e possível de ser seguida.
 
Paulo Franklin
 
 
 
 
 
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