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QUEIMADA DE CAMPO

QUEIMADA DE CAMPO

Mário Osny Rosa

Era um final de setembro encilhei meu pangaré andei pela campinas pastagem seca pelo rigoroso inverno.
Somente o rei da primavera começava a despontar ipê roxo e amarelo enfeitavam os capões da vegetação perene que a geada não o secou.

O gado ressentia a falta de pasto, pois não estava acostumado a comer palha seca, logo comecei a imaginar como acelerar o crescimento de grama verde fresquinha para o gado alimentar-se.

Só existia uma maneira que desde criança via acontecer era a queimada dos campos secos como antigamente, só hoje isso tem um rígido controle da fiscalização ambiental, para que não aconteça crime de queimar florestas capões de mato.

Como também as cercas que geralmente são de moirões de madeira de lei sempre sujeitas a queimarem com o fogo desordenado que existem nos campos de criação nas grandes e pequenas fazendas.

Mas teria que tomar uma providência o gado estava emagrecendo e com isso retardaria a engorda do mesmo para a venda no frigorífico da região.

Uma solução seria solicitar uma licença da fiscalização ambiental com um projeto de aceiros em torno das áreas de proteção, este seria o melhor plano, mas para isso teria que consultar um agrônomo um veterinário para elaborar o referido projeto.

No dia seguinte preparou todo o material que tinha em mãos mapa das terras de campo, pois levaria para melhor orientar o agrônomo no preparo do requerimento da licença ambiental e ainda mandou preparar a lista do que estava faltando na fazenda para comprar na cidade.

Embarcou na sua camionete de tração nos quatros rodas, pois as estradas do interior não são bem conservadas em seus principais trajetos. A viagem transcorreu tudo na mais prefeita ordem.

Quando chegou à cidade foi encontrar com o agrônomo na Associação Rural, depois de uma prolongada conversa acertaram todos os detalhes já deixou o requerimento assinado, pois o resto estaria a cargo do agrônomo e do veterinário e ambos estariam acompanhando os trabalhos na fazendo nos dias da queima quando autorizados pela fiscalização ambiental.

Faz a compras de todas as encomendas e retorna para a fazenda no cair da tarde chegando à fazenda no anoitecer.

Descarregou as compras recolhei a caminhonete na garagem e foi assistir o Jornal Nacional, enquanto aguardava a janta ficar pronta.

O Jornal Nacional estava fazendo uma advertência sobre as queimadas de campo dos perigos no caso de as mesmas escaparem do controle podendo causar danos ao meio ambiental.

Nesse instante começa a pensar será que vão dar parecer favorável ao requerimento da queimada do campo e fica imaginando o que vai acontecer.

Terminado o Jornal Nacional sua esposa chama para o jantar, na mesa comenta com seus capatazes os últimos acontecimentos e acha que não vai conseguir a licença para a queimada.

Fica no aguardo da noticia da cidade.

São José/SC, 11 de janeiro de 2.008.
morja@intergate.com.br
www.poetasadvogados.com.br

 
 

 
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