Carta Esotérica a Deus
- Ter, 05 de Junho de 2012 10:20
- Escrito por Ricardo Louro
- 356 leituras
Meus Deus, sou Humano!
Como é que isto aconteceu?!
Onde está a minha verdadeira Casa?!
Minha'Alma não se reconhece.
Hoje sei o que significa estar na "pele"...
... estou dividido ...
Perdoa-me se te ofendo
mas não sei se te deva agradecer.
Esta Humana é também redutora condição.
Reduz a Alma ao Tempo e à morte!
Óh Mestre, mas há ainda tanto para morrer
aqui e agora neste psiquismo absurdo e violento,
cheio de "vicios" impregnados por este mundo,
por mim vividos noutras Vidas ...
Mas não me lembro!!! Será justo???
Devolve-me a memória perdida aquando
da incarnação, de quando minh'Alma baixou
à matéria: e tudo será mais simples!
Vou ainda tacteando sem saber o quê
nem porquê ...
Não encontro o meu lugar neste mundo,
talvez porque não o tenha e isso até me consola.
Fico na Esperança de partir ... mas quando?!
Quero regressar a Casa!
Afecta-me a dor da incomunicabilidade das Almas.
A não partilha de Almas para Almas ...
Dor que dor se multiplica no meu Ser,
terror humano que me envolve neste mundo de guerra.
Lugar onde me falta a Paz! Calaram as Almas!
E o Purgatório é aqui, feito dessas Almas caladas
que somos cada um de nós.
Seres recolhidos ao Submundo que é este mundo...
Então o que faço eu aqui se tenho memória, ainda que vaga,
de ter vivido no tempo da Alma com todas as outras Almas?!
Quero regressar à Unidade perdida de que tenho memória.
Estou cansado deste caos que me esvazia o Coração
e me desilude a cada hora-do-dia. Sinto-me preso, sem Ar!
Como gostaria de adormecer esta noite no meu leito
e despertar amanhã nos teus braços,
longe desta efémera morada que aceito mas que
me confunde.
Como gostaria de "tornar" à minha verdadeira "família"!
Faça-se no entanto a tua vontade e que a tua vontade
seja sempre a minha vontade Senhor ... assim o quero,
assim o tento!
Ajuda-me, ensina-me meu Deus a pensar em ti
até te tornares no meu unico pensamento.
És meu unico consolo, meu unico conforto,
meu unico refugio.
Meu Coração permanece espectante!!!
Ricardo Louro
Escrito na Sé de Lisboa diante do Altar
do Cristo Sacramentado a 30 de Maio de 2012.










