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O “ESPECIALISTA” EM EDUCAÇÃO: SABE TUDO!
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O “ESPECIALISTA” EM EDUCAÇÃO: SABE TUDO!

Para alguns "especialistas" em educação a sala de aula é um "saco", um processo cansativo que ao invés de formar acaba deformando as pessoas. Mas temos que considerar que muitos "especialistas" que escrevem sobre educação, apenas escrevem e já deixaram a sala de aula faz tempo. Esses consultores, escritores e para muitos "educadores" se aperfeiçoaram em descrever o cotidiano escolar que eles pesquisam e não vivem.

 

Relatar criticamente o dia-a-dia da escola, a insatisfação discente, a falta de estímulo docente, a caos em determinadas instituições é uma atitude unilateral. Esses seres iluminados produzem opiniões sobre a educação brasileira e muitos ficam apenas no relato, na constatação e negligenciam a ação.

 

Alguns podem até perguntar: mas isso não é algo positivo? Precisamos de intelectuais para problematizar e promover a reflexão sobre a educação? Sim, as perguntas têm (em parte) um sentido, mas o que estamos presenciando neste contexto é que para tudo tem "especialista", inclusive para educação.

 

Esses "arautos" do pensamento contemporâneo, "QUASE DEUSES" para alguns, apontam em suas análises, saídas que eles não vão implementar, pois não estão mais em sala de aula por terem compromissos com palestras, lançamento de livros, entrevistas, viagens e isso contribui para que esses intelectuais acabem aparecendo na instituição de ensino que trabalham, uma vez por mês (quando aparecem).

 

Conheço relatos de estudantes que se matricularam numa determinada disciplina para conhecer o tal professor famoso, mas tiveram que contentar-se com o seu substituto, pois o famoso não tinha tempo para ministrar a disciplina por conta de sua agenda de eventos.

 

O "especialista" virou celebridade e tem um cotidiano de astro. CONGRESSO INTERNACIONAL DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, MESA REDONDA SOBRE A QUALIDADE DO ENSINO SUPERIOR, LANÇAMENTO DA CARTILHA EDUCANDO PARA UM FUTURO MELHOR, AUTÓGRAFO EM LIVRARIA, são tantos os compromissos que o POP-STAR não tem tempo para sala de aula.

 

Então, devemos seguir as orientações fundamentadas empiricamente por estes senhores do saber que não estão em sala de aula convivendo com turmas cheias, falta de equipamentos e novas tecnologias, desvalorização salarial, violência e muita cobrança?

 

Acho que devemos escrever a nossa própria história, registrar as experiências, apresentar o que estamos tentando fazer para melhorar a escola, pois nós que estamos diariamente ministrando as aulas e percebendo as dificuldades desse processo.

 

Sei que muitos mestres buscam novos caminhos para uma boa relação entre os estudantes, o conhecimento e os professores, pois esse tripé é fundamental para a continuidade do que chamamos academia, escola, espaço do saber. Sei (também) que se começarmos a intercambiar as práticas, metodologias e os resultados positivos dessas ações, vamos contribuir para a transformação da educação sem precisar elaborar fórmulas e modelos de ensino-aprendizagem que só funciona na cabeça do "especialista" que apenas escreve e não vive o dia-a-dia intenso, tumultuado, rico e muitas vezes prazeroso da sala de aula.

 

blog: http://ivandilsonmiranda.zip.net

 
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