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Nao Tirarei o Cavalo da Chuva Pois Lavarei a Egua

Não Tirarei o Cavalo da Chuva Pois Lavarei a Égua

 

Você me pede tirando a luva...

Para eu tirar o cavalo da chuva!

Porém deixarei a chuva molhar...

Este bicho que não pára de relinchar!

 

A chuva lava o espírito,

De um jeito suave e lírico,

Deste meu potro de carrossel,

Que sonha com as águas do céu!

 

Além do meu cavalo de raça,

Lavarei minha égua com graça...

Com estas águas da chuva de primavera...

Que são gotas transparentes de quimera!

 

Não tirarei o cavalo da tempestade...

Ele precisa de um banho de realidade...

 

E minha égua quer se esbaldar...

Nesta chuva até o luar...

Dando coices pelo ar!

 

Assim a chuva com sua magia...

Faz travessura e estripulia...

Dando para a égua asas coloridas...

Formadas pelas gotículas atrevidas!

 

O cavalo vira um unicórnio branco...

Com um chifre de marfim franco!

Não tirarei o cavalo da tempestade...

Pois lavarei a égua de verdade.

Luciana do Rocio Mallon

 

 

 

 

 

 

 
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