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A Teoria do Conhecimento de Platão

 

 

FILOSOFIA

 

 

 

 

TEORIA DO CONHECIMENTO DE PLATÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resenha

 

Teoria do Conhecimento de Platão

 

Antes de tudo, para Platão, temos os níveis de Familiaridade com a realidade. De um lado existem àqueles que conhecem do que falam, são os técnicos. Como por exemplo, quem sabe de aviões é o piloto, de erigir construções é o engenheiro, etc. Por outro lado temos a maioria, aqueles que se deixam levar pelas aparências. Esse modelo serve para demonstrar que, como nas profissões, as questões gerais para a teoria do conhecimento de Platão também são desse tipo, a opinião comum para Platão deve ser descartada, enquanto teoria do conhecimento, por apenas julgar o que é aparente, e que também o conhecimento verdadeiro, a reflexão, é necessária para chegarmos ao conhecimento, em suma, que o saber daquilo que é o mais importante (o que é justo, injusto, bem e mal) deve ser deixado a uma minoria, nesse caso, o filósofo. Somente esse último sabe definir corretamente.

 Definir quer dizer, para Platão, dividir sistematicamente através dos conceitos e colocá-los em seus lugares lógicos correspondentes, dentro de sua pré-concepção teórica da realidade e da verdade.

Desse modo vemos a realidade do ponto de vista das idéias e ao mesmo tempo, salvamos as aparências que, para o homem comum , é a realidade. A opinião (esse mundo das aparências) é um intermediário entre o verdadeiro conhecimento e a ignorância total (entre ser e não ser). Existe na teoria do conhecimento de Platão uma hierarquia de conhecimento, que ascendem de uma escala mais baixa à mais alta , em direção ao mundo das idéias.

Quem proporciona a passagem de um mundo aparente para o mundo das idéias perfeitas é o filósofo. Na concepção Platônica a alma está presa ao corpo devido aos prazeres, dores e paixões, que são levadas junto com a alma após a morte. O papel da filosofia é libertar o homem da prisão corporal, libertar dos sentidos que são ilusórios, e ao mesmo tempo acalmar as paixões da alma liberta para não voltar ao corpo, caso contrário ela não terá descanso nem tranqüilidade no Hades (morada definitiva dos mortos). Por isso, o filósofo não pode ceder aos seus prazeres e desejos, mas concentrar-se e voltar-se para si examinando cada coisa na sua essência através da razão.

Idéias, formas ou essências são expressões com o mesmo significado para Platão, são as verdades das coisas. Ora a alma, segundo a teoria do conhecimento de Platão, possui de maneira inata essas idéias que podemos alcançar desde que saiamos do mundo visível e vivamos num mundo de contemplação. Uma das melhores exemplificações da teoria da Platão está em seu mito da caverna.

Resumindo, basicamente existem dois mundos distintos e contrapostos, um superior, de dimensão suprafísica do ser, invisível, eterno, imutável das idéias subsistentes, ideal, reino do concreto, definido e medido, da realidade fixa e estável, é a realidade das idéias eternas, perfeitas e imperecíveis. O outro mundo é inferior, é o universo físico visível, inferior, indefinido e mutável, perecível. As ciências fazem parte do mundo das essências, já que são verdades imutáveis e universais, pois ela trabalha com figuras perfeitas, algo que não se encontra no mundo das aparências.

 

 

A teoria do conhecimento de Platão

 

 

Platão(428/427 a.C- 347 a.C) nasceu em Atenas, filho de família aristocrática. Funda sua própria escola, Academia, em 387 a.C; depois de desiludir-se da política. Quanto à sua teoria do conhecimento, Platão tem a preocupação em opor-se ao relativismo dos sofistas, assim como Sócrates teve, supondo então a existência de uma possibilidade de conhecimento que não depende de fatores circunstanciais, culminando na teoria das idéias. Essa teoria começa a ter seus primeiros traços no Banquete e no Fédon.

Nota-se na sua teoria do conhecimento a influência de algumas vertentes dos pensamentos dos Eleatas, pitagóricos e de Heráclito.

Antes de tudo, para Platão, temos os níveis de Familiaridade com a realidade. De um lado existem àqueles que conhecem do que falam, são os técnicos. Como por exemplo, quem sabe de aviões é o piloto, de erigir construções é o engenheiro, etc. Por outro lado temos a maioria, aqueles que se deixam levar pelas aparências. Esse modelo serve para demonstrar que, como nas profissões, as questões gerais para a teoria do conhecimento de Platão também são desse tipo, a opinião comum para Platão deve ser descartada, enquanto teoria do conhecimento, por apenas julgar o que é aparente, e que também o conhecimento verdadeiro, a reflexão, é necessária para chegarmos ao conhecimento, em suma, que o saber daquilo que é o mais importante( o que é justo, injusto, bem e mal) deve ser deixado a uma minoria, nesse caso, o filósofo. Somente esse último sabe definir corretamente. Definir quer dizer, para Platão, dividir sistematicamente através dos conceitos e colocá-los em seus lugares lógicos correspondentes, dentro de sua pré-concepção teórica da realidade e da verdade.

Desse modo vemos a realidade do ponto de vista das idéias e ao mesmo tempo, salvamos as aparências que, para o homem comum , é a realidade. A opinião ( esse mundo das aparências) é um intermediário entre o verdadeiro conhecimento e a ignorância total( entre ser e não ser). Existe na teoria do conhecimento de Platão uma hierarquia de conhecimento, que ascendem de uma escala mais baixa à mais alta , em direção ao mundo das idéias.

Quem proporciona a passagem de um mundo aparente para o mundo das idéias perfeitas é o filósofo. Na concepção Platônica a alma está presa ao corpo devido aos prazeres, dores e paixões, que são levadas junto com a alma após a morte. O papel da filosofia é libertar o homem da prisão corporal, libertar dos sentidos que são ilusórios, e ao mesmo tempo acalmar as paixões da alma liberta para não voltar ao corpo, caso contrário ela não terá descanso nem tranqüilidade no Hades( morada definitiva dos mortos). Por isso, o filósofo não pode ceder aos seus prazeres e desejos, mas concentrar-se e voltar-se para si examinando cada coisa na sua essência através da razão.

Idéias, formas ou essências são expressões com o mesmo significado para Platão, são a verdade das coisas. Ora a alma, segundo a teoria do conhecimento de Platão, possui de maneira inata essas idéias que podemos alcançar desde que saiamos do mundo visível e vivamos num mundo de contemplação. Uma das melhores exemplificações da teoria da Platão está em seu mito da caverna.

Imaginemos os homens prisioneiros em uma caverna com a entrada aberta à luz. Esses prisioneiros estão aí desde a mais tenra idade, algemados por pernas e pescoços sem poderem sair do mesmo lugar, e nem mesmo poderem voltarem-se para trás. A única coisa que vêem são imagens( sombras ) ao fundo da caverna provocado por uma fogueira situada ao longe entre os prisioneiros e a boca da caverna. Entre a fogueira e os prisioneiros existe um muro em forma de tapume, e sobre esse muro passam homens que transportam objetos, uns falantes e outros mudos, etc. A única coisa que os prisioneiros vêem são as imagens desses passantes sobre o muro refletido no fundo da caverna.

O prisioneiro, que por acaso fosse libertado, teria dificuldades de enxergar àquilo que está fora da caverna devido a luz e tenderia a voltar para dentro da mesma, além de ter dificuldades de ver aquilo que é diferente das imagens( sombras ) do mundo sensível. E se porventura esse prisioneiro voltasse para junto dos outros e contasse o que viu, com certeza ninguém acreditaria e talvez até o matassem, mas essa é a obrigação do filósofo( República, livro VII ).

Simbolicamente, conforme Urbano Zilles (1995), as sombras significam as aparências sensíveis das coisas, os objetos transportados as próprias coisas, o muro a linha divisória entre as coisas sensíveis e supra-sensíveis, no outro lado do muro estão as idéias, e o sol simboliza a idéia de bem. Também se reconhecem os graus de conhecimento:

·        A apreensão das imagens (eikasia).

·        A percepção das coisas sensíveis junto com a confiança de que essas coisas apreendidas pelos sentidos são reais(pistis).

·        Conhecimento raciocinativo através das idéias matemáticas(dianóia).

·        Conhecimento direto e intuitivo através das idéias puras(noésis).

 

Nesse mito é dado o entendimento que as idéias podem ser compreendidas e contempladas. Platão nunca determinou com exatidão as idéias que fazem parte do mundo superior nem sua hierarquia, como vimos anteriormente. Tomando-se como base Fraile(1965, p.345-346), temos o seguinte esquema da teoria do conhecimento de Platão, em relação a hierarquia das idéias, do mundo superior ao inferior:

 

 I Mundo eterno e transcendente das idéias eternas, ou hiperurânio(imaterial):

 

Primeiro grau: idéias simples e sem composição e sem mistura com o não ser: Beleza(banquete), Bem(Fédon, República), Ser(Sofista), Uno(Parmênides).

 

Segundo grau: Idéias que expressam os elementos que entram na composição, tal como aparece nas seguintes antíteses:

Mônada/ Díada (Filebo).

Unidade/Pluralidade (Parmênides, Teeteto).

Igualdade/desigualdade (Teeteto).

Idêntico/Diverso (Sofista, Teeteto).

Semelhança/Desemelhança(Parmênides, Teeteto, Fédon).

Grande/Pequeno (Fédon).

Mais/Menos (Fédon).

Ser/Não ser ( Parmênides, Sofista, Teeteto).

Movimento/Quietude ( sofista).

Geração/Corrupção (Parmênides).

Bem/Mal (Teeteto).

Beleza/Fealdade(Teeteto).

 

Terceiro grau: Idéias compostas superiores:

Justiça (República)

Logos (Sofista)

 

Quarto grau: Idéia compostas inferiores:

Números ideais (Timeo)

Figuras geométricas perfeitas: círculo em si, as Três espécies de triângulos (República, Timeo)

Par/Ímpar (Teeteto)

Animal eterno, o vivente em si (Timeo)

 

Formas elementares ( Timeo, Fédon)

 

Quinto grau: Idéias correspondentes a todas e cada uma das espécies naturais de coisas existentes no mundo físico ( República, Parmênides, Timeo).

 

II Mundo físico temporal, organizado pelo Demiurgo ou Sublunar(material):

 

·        Alma cósmica.

·        Divindades estelares: deuses, gênios e demônios.

·        Almas humanas separadas, não unidas a corpos materiais.

·        Almas humanas ligadas a corpos materiais: Homens.

·        Seres vivos: animais, plantas.

·        Elementos materiais: fogo, água, terra e ar.

·        Matéria e espaço (vazio, não ser).

 

 

 

 

 

Conclusão

 

 

Resumindo, basicamente existem dois mundos distintos e contrapostos, um superior, de dimensão suprafísica do ser, invisível, eterno, imutável das idéias subsistentes, ideal, reino do concreto, definido e medido, da realidade fixa e estável, é a realidade das idéias eternas, perfeitas e imperecíveis. O outro mundo é inferior, é o universo físico visível, inferior, indefinido e mutável, perecível. As ciências fazem parte do mundo das essências, já que são verdades imutáveis e universais, pois ela trabalha com figuras perfeitas, algo que não se encontra no mundo das aparências.

Não podemos esquecer que a raiz do conhecimento é  a recordação, ou anamnese. Recordamos àquilo que desde sempre está na nossa alma, que contemplamos no mundo das idéias, onde pré existia a alma. É a doutrina da reminiscência( Fédon, 74d – 75d). A alma pré existia no mundo das idéias, e por castigo foi unida ao corpo no mundo sublunar. As idéias ficam esquecidas de forma latente na alma reencarnada, podendo ser lembradas quando entram em contato com as imagens das idéias ou outras idéias. O método para extrair a verdade do ser é a maiêutica, ou a arte da parteira. Através da dialética, Platão busca pôr para fora a verdade latente da alma, através da inclusão de sugestões e indicações que ativem a idéia da verdade impressa no ser, concluindo-se assim, a idéia da  Epistemologia Platônica.

 

 

 

 

Bibliografia

 

 

 

 

FRAILE,G. História de la filosofia.  2 ed. Madrid, , 1965, V.1. s.e.

 

PLATÃO. Parmênides. Trad  A. Lobo Vilela. Lisboa: Inquérito, s.d.

 

PLATÃO.A República. Trad. Maria He   

 Helena da Rocha Pereira. 5 ed. Lisboa; Calouste, 1987.

 

             PLATÃO. Diálogos (Fédon). IN: Os Pensadores. 2 ed. Abril cultural, 1983, p. 55-126.

 

            ZILLES, U. Teoria do Conhecimento. 2 ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1995.

 

            PETERS, F.E. Termos filosóficos gregos. 2 ed. Lisboa, Calouste, 1974.

 
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