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MÃE, MINHA HEROÍNA
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MÃE, MINHA HEROÍNA

  

Às vezes penso em tua ausência, pois sinto uma imensa saudade

Dos teus carinhos, teu amor, teu sorriso...

Eras o sorriso de Deus, me ensinaste a ser humilde,

A descobrir as belezas da vida.

O sorriso de tua bondade resplandecia em teu rosto.

Amavas o trabalho, cultivavas o amor e a fraternidade.

Eras amiga dos pobres e praticavas a caridade.

O sorriso de tua bondade resplandecia em teu rosto,

Tua beleza interior cativava a todos, conquistavas o amor das pessoas.

Aos dezesseis anos, por tua grandeza feminina,

Deus te estendeu Suas mãos, porque te amava e confiava em ti.

Mãos Criadoras de Deus, Mãos Generosas,

Prepararam-te para a maternidade.

Tuas mãos me embalaram corajosamente, sem jamais te enraivecer

E me ensinaram os primeiros passos,

Amamentaram, acalentaram, vestiram-me...

Apontaram-me para a justiça e verdade,

Semearam esperança, que gerou grande saudade.

Hoje, esta saudade penetrou em minha alma,

Pois sei que não mais contemplarei o olhar de teu amor.

Viveste amando a Virgem Maria

E como Ela, trazias em teu coração grande coração de Mãe.

Aos vinte e três anos, num último instante de tua existência,

Abrigaste em teu seio um novo ser.

Acariciavas teu ventre, querias ...

Oravas sem cessar por teu filho prestes a nascer.

Chegaste ao oitavo mês de gestação,

Choravas, porque pressentias próxima tua derradeira hora

E não o abrigarias em teus braços.

Ao findar da vida,

A dor e as complicações do parto foram teu último calvário.

De tua janela presenciavas um túmulo vazio e dizias:

- Lá será meu lugar!

Vivias silenciosamente, pedias que o Pai do céu guiasse vocês dois,

Ao Reino da Luz e da Paz.

Partiste na infância de minha vida, deixando três filhos na orfandade.

Não tive lucidez suficiente quando te vi naquele ataúde.

Tarde fria e chuvosa de junho, vento sul...

Baixaste a terra com teu rebento nos braços.

As pessoas cantaram e rezaram, porque eras uma Luz do céu

E levaste a Deus um grande amor de mãe.

Meu coração contigo morreu.

Levaste junto o sorriso e a terra recolheu minhas esperanças.

HILDA, minha mãe, Deus te coroou de estrelas no céu da eternidade,

Para que pudesses velar por teu filho.

Andei sozinha pela vida, continuo procurando teu olhar.

Teu amor continua vivo, nesta vida tão sofrida.

Minha alma te suplica que me conduzas na hora derradeira,

Para que eu possa sentir novamente:

Tua presença carinhosa,

Tua paisagem interior,

O perfume dos jardins floridos da primavera

Que cultivavas aqui na terra.

Tuas mãos viverão eternamente nas mãos de Deus.

Viva feliz no céu, minha Mãe!

 

 

 Dedico este poema a minha jovem mãe, a qual morreu aos 23 anos de idade, vítima de complicações no parto,Dando à luz um menino, o qual viveu poucas horas.

                                                                             Audília de Souza

 
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